quarta-feira, 19 de julho de 2017

Secretaria municipal de transporte urbanos


a diferença entre 347
o 346
é uma questão
de (h)uma(u)nidade.

Flávio Machado

segunda-feira, 10 de julho de 2017


Os que só tragam com filtro. Os que conduzem a dança. Os de papo requentado. Os que espalham o conflito. Os grosseiros de foulard. Os que fazem as cutículas. Os que têm presas no olhar. Os prósperos despreparados. Os que vão lamber o limbo. Os belos atormentados. Os previsíveis sem sal. Os ternos de abraço manso. Os que usam o saber como arma de poder. Os que citam sem parar. Os que gostam de mulheres. Os que gostam das mulheres. Os mitos desamparados. Vampiros por trás de lentes. Os que só querem mamar. Os que portam falos bélicos. Os marinheiros sem mar. Os que nos devolvem o riso. Sensíveis sem onde morar. Os que decifram. Os que devoram. Casados infantilizados. Os que consertam cadeiras. Os indeléveis carnais. Os de coração falido. Raros sexys calados. Os gananciosos banais. Marxistas que espancam mulheres. Os que se desmancham no ar.


Ledusha

segunda-feira, 26 de junho de 2017

olhando as ilhas


a primeira nuvem fosca nos olhos
a primeira alegria entalhada no vácuo
o namorado esteta que chorava à toa

o atlas que homem nenhum me deu

Ledusha

Exposição Corpos Informáticos, de 14/06 a 30/07


quarta-feira, 21 de junho de 2017

Show de Rubinho do Vale


O projeto acústico “Pedro Antônio convida”, já na sua 12º edição, tem o formato “sala de visita”, e acontece desde 2013. Por ele já passaram grandes nomes da MPB, como Zé Geraldo, Paulinho Pedra Azul, Tadeu Franco, Celso Adolfo, Nélson Ângelo e Lula Barbosa.

O cantor e compositor mineiro Rubinho do Vale é o próximo convidado do projeto “Pedro Antônio convida” - Show que acontecerá no dia 01/07 – as 21 horas - no Teatro Municipal de Uberlândia. Evento recomendadíssimo para todas faixas etárias, especialmente para crianças!

Serviço:
Show Pedro Antônio convida Rubinho do Vale
Dia 01/07 – Sábado – às 21 horas
Teatro Municipal de Uberlândia.
Ingressos pelo site https://boxt.com.br  ou na bilheteria do teatro (apenas 01/07 a partir das 12h) Classificação: Livre


Mais informações: 99237-8268

terça-feira, 20 de junho de 2017

O tucano Casanova – uma crônica carioca


Sempre morei naquela esquina, mas faz pouco tempo que descobri vizinhos ilustres, metódicos, que saíam à mesma hora para passeios diários. Chamavam a atenção de todos, com a plumagem colorida, os gritos próprios da espécie. Estando na rua por volta das onze da manhã ou das cinco da tarde,passei a olharpara cima, torcendo para que o casal de tucanos estivesse dando seus rasantes, cruzando a rua arborizada do Leblon.

Resisti à tentação de batizá-los com óbvios nomes de políticos ─ coitados, ficariam marcados...Para mim, eramTuco e Tuca, sem maiores compromissos─ eleitorais ou eleitoreiros.Tirei fotos, filmei, alardeei no Facebook que tinha tucanos como vizinhos, que resistiam à poluição, às obras do metrô, às freadas barulhentas no cruzamento próximo.

Se havia pescoços esticados, crianças agitadas, sabia que lá estavam eles,multicolorindo o verde das folhas. Voavam de um lado para o outro, asas abertas; escolhiam um galho, passeavam, dando seu show de equilíbrio.

Pois em janeiro um dos tucanos foi atropelado. Num voo mais baixo, atingido por um caminhão-baú, cujo motorista sequer se deu conta do trágico acontecimento. Nem deve ter entendidocomo uma pena amarela acabou enroscada no para-brisa.

Por dias, o inconsolável Tuco (sim, era ele o viúvo) se lamuriou, cortando o coração de porteiros, moradores e crianças da rua.Imaginei que morreria de saudades. Quis fazer alguma coisa;fui para a internet, atrás de soluções. Zoológico, Jardim Botânico, a quem recorrer? Enfim, soube que devia chamar o IBAMA.

Quando fui conferir a localização da árvore para ter os dados precisos, soube que, depois de sumir por dois dias, Tuco estava de volta, devidamente acompanhado.

Um novo par tinha se formado.Tucoe ...Teca, assim a chamei.

Afinal, o show não pode parar!E ele tem acontecido nos mesmos horários, diariamente. Posso provar com meus cliques.Os tucanos voam de um lado para o outro da rua, se equilibram nos galhos, voltam para o oco da árvore.

Tucanos são aves piciformes, com penas de coloração preta, vermelha, laranja ou verde, com a garganta branca ou amarela. É a descrição oficial.


Para mim, os do Leblonjá foram Tuco e Tuca, agora são agora Tuco e Teca. Que sejam felizes, criemseus filhotinhos e colem neles fitas florescentes para alertar desavisados condutores de caminhonetes. 

Marilena Moraes

segunda-feira, 19 de junho de 2017

Lançamento do livro de poesias de Fernanda Eda Paz: "Saudades de Estranho".


Convidamos a todos para o lançamento do primeiro livro de poesias de Fernanda Eda Paz: "Saudades de Estranho".

A obra já encontra-se em pré venda pelo site da Multifoco, através do link: 

http://editoramultifoco.com.br/loja/product/saudades-de- estranho-pre- venda/

Serviço:
Lançamento do livro “Saudades de Estranho”, de Fernanda Eda Paz
Local: Bistrô Multifoco: Av. Mem de Sá, 126, Centro, Rio de Janeiro
Data: 06/07 (quinta-feira)
Horário: das 18h às 22h
Confirme presença no evento: https://www.facebook.com/events/212382365945657/?ref=br_rs
* O livro custa R$45,00.

Sinopse:

Quanto mais crescemos, mais entendemos que, boa parte das vezes, viver é muito mais sobre aprender a perder do que qualquer outra coisa. Mudar de casa, de cidade, de estado, de país, de amores, de planos, de modos de ver o mundo, são sempre ações que incutem perdas, mas também novos horizontes, rasgados de um misto de esperança e medo. "Saudades de estranho" é sobre a saudade que sentimos de algo que perdemos ou de algo que ainda será pintado em uma nova paisagem. Às vezes a essência da saudade é íntima, as vezes é alheia, quase como se fosse outro aquele que sente. Outras vezes é o objeto da saudade que nos é estranho. No meio disso tudo uma qualidade de faz essencial para seguir: resiliência.

segunda-feira, 12 de junho de 2017

Um poema em espanhol de Mar Barrientos


Los vapores del espejo alinean cada letra sobre la punta de los dedos
este sorbo de vino,
ojo abierto de la línea fina  que desborda las lluvias, y los ríos y los versos. 

En jueves la caricia  es lenta sobre la ropa
impacta el viento para después palpar y permanecer como sombra.

Amazona del instante bebe despacio cada milímetro de piel,
la boca come otra boca, luego come horizontes de selva y memoria.

Labio/ rio
labio/ manos 
labio/ labios 

La piel se suda, se habita el fuego, permanecen los acordes de la ola entre sus dedos.

Mar Barrientos



Mar Barrientos é poeta mexicana.


quarta-feira, 7 de junho de 2017

Programação de Saraus da Poesia Agora



E vai ter muito sarau ao longo da exposição Poesia Agora no Rio de Janeiro. Confira a programação e participe! O link para o primeiro evento segue aqui!

domingo, 4 de junho de 2017

Abertura da exposição Poesia Agora no Rio!



O jornal Plástico Bolha convida a todos para a abertura da exposição Poesia Agora, no Rio de Janeiro. Contamos com a presença de todos para esta tarde animada que terá também um belo sarau!

Para mais informações, confira a página do evento do Facebook.

sexta-feira, 2 de junho de 2017

LISTA DE POETAS DA EXPOSIÇÃO POESIA AGORA NO RIO DE JANEIRO


Adalberto Müller
Adalberto Queiroz
Adiron Marcos
Adriana Versiani dos Anjos
Adriane Garcia
Adriano Bitarães
Adriano Espínola
Adriano Lobão Aragão
Adriano Scandolara
Afonso Henriques Neto
Airton Souza
Alan Kramer
Alan Rezende
Alan Salgueiro
Alberto Lins Caldas
Alberto Pucheu
Aldenor Pimentel
Ale Safra
Alexandre Bruno Tinelli
Alexandre Dacosta
Alexandre Faria
Alexandre Guarnieri
Alice Ruiz
Alice Sant'Anna
Alice Souto
Allan da Rosa
Allan Dias Castro
Allan Jones 
Álvaro Faleiros
Alvaro Posselt
Alzira Umbelino
Amador Ribeiro Neto
Amanda Araújo
Amanda Bruno
Ana Beatriz F. Batista
Ana Chiara
Ana Costa Ribeiro
Ana Elisa Ribeiro
Ana Estaregui
Ana Guadalupe
Ana Kiffer
Ana Maria Veloso
Ana Martins Marques
Ana Rüsche
Ana Salek
Anderson Pires da Silva
Andityas Soares de Moura
Andre Argolo
André Capilé
Andre Caramuru Aubert
André Monteiro
André Vinícius Pessôa
Andréa Cátropa
Andreia Carvalho Gavita
Andreia Martins
Andrew Oliveira
Anelise Freitas
Angela Melim
Ângela Vilma
Angélica Freitas
Aníbal Cristobo
Anna Zêpa
Annie Carvalho
Annita Costa Malufe
Anthony Ribeiro
Antonio Campos
Antonio Carlos Secchin
Antonio Cicero
Antônio Mariano
Antônio Moura
Antonio Risério
Armando Freitas Filho
arrudA
Augusto Guimaraens Cavalcanti
Augusto Seixas
Banks Back Spin
Barbara Hansen
Beatriz Bajo
Beatriz Bastos 
Beatriz de Brito
Beatriz Provasi
Bianca Lafroy
Bianka de Andrade Silva
Binho
Brasigóis Felício
Braulio Coelho
Breno Coelho
Breno Góes
Bruna Beber
Bruna Mitrano
Bruna Piantino 
Bruno Baptista
Bruno Black
Bruno Borja
Bruno Brum
Bruno Gaudêncio
Caco Pontes
Caio Carmacho
Cairo Trindade
Camila do Valle
Carla Andrade
Carla Diacov
Carlos AA. de Sá
Carlos Andreas
Carlos Júnio
Carlos Pittella
Carlos Tamm
Carvalho Junior
Cássia Janeiro
Cassio Pontes
Casulo
Catarina Lins
CavaloDADA
Cel Bentin
Célia Musilli
Chacal
Charles Marlon
Charles Peixoto
Chiara di Axox
Chico Alvim
Clara de Góes
Claudia Roquette-Pinto
Cláudia Schapira
Claudio Daniel
Claudio Willer
Claufe Rodrigues
Clauky Boom
Cléber A. dos Santos
Cristiane Sobral
Dado Amaral
Daniel Farias
Daniel Granato
Daniel Grimoni
Daniel Minchoni
Daniel Perroni Ratto
Daniel Valentim Mansur
Daniel Viana
Daniela Delias
Danilo Diógenes
Danilo Lovisi
Danilo Rangel
Delmo Montenegro
Demetrios Galvão
Dênis Rubra
Dércio Braúna
Dheyne de Souza
Diana Sandes
Diego Grando
Diego Moraes
Dija Darkdija
Dimitri BR
Dimme Roots
DoisAs
Domingos Guimaraens
Eber Inácio
Edimilson de Almeida Pereira
Edir Pina de Barros
Edson Cruz
Eduardo Lacerda
Eduardo Leão Teixeira Quentel
Eduardo Sterzi
Efraim Amazonas
Eleazar Venâncio Carrias
Eliakin Rufino
Elisa Andrade Buzzo
Elisa Lucinda
Eliza Morenno
Elizabeth Manja
Elizeu Braga
Emerson Alcalde
Emmanuel Marinho
Enrique Carretero
Érica Zíngano
Estrela Ruiz Leminski
Eucanaã Ferraz
Eugênio Lima
Expedito Ferraz Júnior
Fabiana Macchi
Fábio Aristimunho
Fábio Brazza
Fabio Riggi
Fabio Saldanha
Fabrícia Valle
Fabrício Corsaletti
Felipe Andrade
Felipe Rezende
Fernanda Morse
Fernanda Tatagiba
Fernanda Vivacqua
Fernando Andrade
Fernando Brum
Fernando Paiva
Flavio Castro
Flavio Morgado
Francis Mary Alves de Lima
Francisco Perna Filho
Frank Palmerim
Franklin Alves Dassie
Fred Spada
Frederico Barbosa
Gab Marcondes
Gabriel Gorini
Gabriel Kieling
Gabriel Pardal
Gabriel Resende Santos
Gabriel Riva
Gabrielle Astier
Geraldo Carneiro
Germana Zanettini
Giselle Ribeiro
Gizza Machado
Glauco Mattoso
Gonzaga Neto
Graça Graúna
Gregório Duvivier
Gringo Carioca
Guaiamum
Guga Caldwell
Guilherme Costa
Guilherme Gontijo Flores 
Guilherme Ottoni
Guilherme Preger
Guilherme Zarvos
Gustavo Petter
Gyzelle Góes
Helena Ortiz
Henrique Barreira
Henrique Fagundes Carvalho
Henrique Rodrigues
Henrique Santos
Henry Pablo
Heraldo HB
Herbert Emanuel
Heyk Pimenta
Homero Gomes 
Iago Passos
Ianê Mello 
Idjahure Kadiwel
Igor Soares Veiga
Iracema Macedo 
Ismar Tirelli Neto
Italo Diblasi
Izabela Orlandi
Jade Prata
Jairo
Jamile Cazumbá
Jeane B.
Jessé Andarilho
João Inada
João Lima
João Meireles
João Moura Fernandes
João Pedro Fagerlande
João Pedro Maciel
João Victor M. Ruyz
Jonas Worcman
Jonatas Onofre
Jordano Souza
Jorge Salomão
Jorge Ventura
José Geraldo Neres
José Inácio Vieira de Melo
Jota Maia
Jovino Machado
Jozias Benedicto
Júlia de Carvalho Hansen
Julia Mendes
Juliana Bernardo
Juliana Hollanda
Juliana Krapp
Jussara Salazar
Jussara Santos
Justo D'Ávila
Kaio Bruno Dias
Karline Batista
Kátia Borges
Katia Maciel
Katyuscia Carvalho
Kelson Oliveira
Knorr
Kyvia Rodrigues
Laís Chaffe
Lara Utzig
Larissa Andrioli
Lasana Lukata
Lau Siqueira
Laura Assis
Laura Castro
Laura Erber
Laura Liuzzi
Leandro Durazzo
Leandro Jardim
Ledusha
Leila Míccolis
Leo Gonçalves
Leo Vincey
Leonardo Chioda
Leonardo Ferrari
Leonardo Fróes
Leonardo Gandolfi
Leonardo Marona
Leonardo Mathias
Leoni Siqueira
Letícia Brito
Letícia Féres
Letícia Simões
Lews Barbosa
Lia Testa
Lian Tai
Liana Vasconcelos
Lilian Aquino
Linaldo Guedes
Lindacy Fidelis
líria porto
Lisa Alves
Lívia Natália
Lorena Martins
Lourdes Teodoro
LOZ
Lu Menezes
Luana Carvalho
Luca Argel
Lucas Bronzatto
Lucas C. Lisboa
Lucas Guimaraens
Lucas Matos
Lucas Viriato
Luci Collin
Lúcia Santos
Luciana Marinho 
Luciana Tonelli
Luis Maffei
Luis Turiba
Luisa Noronha
Luiz Coelho
Luiz da Franca
Luiz Felipe Leprevost
Luiz Fernando Priamo
Luiz Fernando Pinto
Luiz Otávio Oliani
Luiza Mussnich
Luiza Romão
Lulina
Lurdiana Araújo
Lux
Maíra de Melo
Maíra Ferreira
Mano Melo
Mar Becker 
Marcel Fernandes
Marcela Sperandio
Marcelino Freire
Marcello Sorrentino
Marcelo Ariel
Marcelo Diniz
Marcelo Labes
Marcelo Montenegro
Marcelo Moraes Caetano
Marcelo Pierotti
Márcia Wayna Kambeba
Márcio Batista
Marcio Junqueira
Marcio Muniz
Marcio Rufino
Márcio Simões
Marco Vasques
Marcos Bassini
Marcos Fabrício Lopes da Silva
Marcos Messerschmidt
Marcos Siscar
Marcus Groza
Marcus Vinicius Quiroga
Maria Cecilia Brandi
Maria Isabel Iorio
Maria Rezende
Mariana Botelho
Mariana de Matos
Mariana Felix
Mariana Paiva
Mariana Teixeira
Mariana Valle
Mariano Alejandro
Mariano Marovatto
Marilena Moraes
Marília Garcia
Marília Kubota
Marina Laurentiis
Marina Mara
Marina V. Medeiros
Mário Alex Rosa
Marisa Sevilha Rodrigues
Marize Castro
Marven Junius Franklin
Masé Lemos
Matheus José Mineiro
Matilde Campilho
Mauro Santa Cecília
Meimei Bastos
Mercedes Lorenzo
Mery Onírica
Michel Melamed
Mônica Menezes
Monique Nix
Mozileide Neri
Múcio Góes
Murilo Zatú
Mylle Silva
Natasha Felix
Nicolas Behr
Nícollas Ranieri
Nina Rizzi
Noélia Ribeiro
Nora Fortunato
Nuno Rau
Nydia Bonetti
Olga Savary
Omar Salomão
Ondjaki
Oscar Calixto
Osiris Roriz
Osmar Filho
Otávio Campos
Oziel Soares de Albuquerque
Paloma Roriz
Pat Lau
Patrícia Del Rey
Patrícia Lino
Patricia Porto
Paulo Cezar Santos Ventura 
Paulo D'Auria
Paulo Ferraz
Paulo Henriques Britto
Paulo Kauim
Paulo Lisérgico
Paulo Roberto
Paulo Soares
Pedro Craveiro
Pedro Lago
Pedro Rabello
Pedro Rocha
Pedro Stkls
Pedro Tostes
Petrônio Souza Gonçalves
Prisca Agustoni
Priscila Merizzio 
Rafael de Oliveira Fernandes
Rafael Magalhães
Rafael Zacca
Ramon Nunes Mello
Raphaela Ramos
Raquel Naveira
Raquel Nobre Guerra
Regina Azevedo
Regina Mello
Renan Inquérito
Renan Sanves
Renato Augusto Farias de Carvalho
Renato G. Furtado
Renato Gomez
Renato Mosci
Renato Rezende
Renato Silva
Renato Torres 
Reynaldo Bessa
Reza Lima
Ricardo Aleixo
Ricardo Domeneck
Ricardo Miranda Filho
Ricardo Silvestrin 
Roberta Estrela D'Alva
Roberta Lahmeyer
Roberto Dutra Jr.
Roberval Pereyr
Rodolpho Saraiva
Rodrigo Auad
Rodrigo Bodão
Rodrigo Mebs
Rodrigo Raro
Ronaldo Henrique Barbosa Junior
Rosália Milsztajn
Rosane Preciosa
Rosângela Muniz
Rose Dorea
Rubens Akira Kuana
Rubens Jardim
Rudinei Borges Caeiro
Ruy Espinheira Filho 
Salgado Maranhão
Salles
Sandra Fonseca
Sandro Sussuarana
Santiago Perlingeiro
Saulo Dourado
Seiji Nomura
Sergio Barcellos
Sergio Cohn
Sérgio Gramático
Sérgio Luz
Sergio Salles Oigers
Sérgio Vaz
Shala Andirá
Sheyla de Castilho
Sidney Machado
Silvia Castro
Simone de Andrade Neves
Simone Teodoro
Sinhá
Solange Casotti
Solange Firmino
Solange Valeriano Pinto
Sony Ferseck
Stefanni Marion
Sueli Rios
Susanna Busato
Suzana Rosa
Tainá Rei
Tânia Diniz
Tassiana Frank
tatiana do nascimento dos santos
Tatiana Pequeno
Tavinho Paes
Tazio Zambi
Tereza Seiblitz
Thais Linhares
Thiago Camelo
Thiago Diniz
Thiago E
Thiago Gallego
Thiago Lobão
Thiago Mourão
Thiago Saldanha
Thiago Soeiro
Tiago Rattes de Andrade
Ulisses Tavares
Úrsula Hartalian Lautert
Valciãn Calixto
Valeska de Aguirre
Vânia Osório
Vasco Cavalcante
Victor Colonna
Victor H Azevedo
Victor Heringer
Victor Rodrigues
Vinícius H. Masutti
Virna Teixeira
Vitor Paiva
Viviane Laprovita
Viviane Mosé
Vivien Kogut
Vlado Lima
W. B. Lemos
Walacy Neto
Waldecy Pereira
Waldo Motta
Wanda Monteiro
Wender Montenegro
Wilmar Silva de Andrade
Yasmin Barros
Yasmin Nariyoshi
Yasmin Nigri
Yassu Noguchi
Yolanda Soares
Ziul Serip
Zuza Zapata

quarta-feira, 3 de maio de 2017

Monique de corpo e poesia




Quem a vê assim andando, nunca diria “é poeta! ”. Mal sabem que ali eles não estão vendo mulher, nem roupa nem nada. Senão corpo e poesia. Se de alma é munido o homem, então Monique por dentro o corpo tem poesia a correr pelas veias, a tencionar os músculos, a expirar para fora dos pulmões.

Ela peregrina de sarau em sarau. Sua “obra” não está imortalizada em folhas de papeis com belas capas. Sim! Aquelas a envolver como mortalha todo escritor que se deu por conhecido ou famoso – sentença de morte! Já como a Noite, se despe em cada verso, chegando ao cabo de si mesma; sem roupa, sem rosto, sem carne... só um punhado de versos ereto no palco e microfone na mão.

Ela não fala dos amores, do belo, de outrora.... Pelas suas palavras gritam todos os órgãos, todas as mulheres, todas as crianças. E mais mulheres e mais crianças do que se pode contar. Na sua boca quem está gritando é o povo, é a vontade de mudar, é a inquietude, a insônia. Ela não é clássica, ela tem classe: a classe do povo que quer falar e não consegue. Ela desatou as amarras do dodecassílabo, do jâmbico e do soneto. Morte aos clássicos! Não precisa deles. Ela tem tudo o que precisa na inconformidade, outro nome para a sua escola. 

“Que ninguém lhe dê piedosas intenções, ninguém lhe peça definições...” (Cântico Negro - José Régio) Monique tem esse cântico negro engasgado na garganta. Não, ela não vai por aí...

Nesse espetáculo da vida, ela atua do momento em que desperta até a hora que vai dormir, seu palco começou no útero e terminará na cova. Se um dia fores ver Monique declamando, não é uma mulher com o microfone, é Deus falando defronte.

Há aquelas que escolhem seguir parâmetros, Monique jamais os segue. E nesse grande teatro, umas escolhem deixar o palco e sair para a morte, Monique escolheu abaixar a cortina e sair para a vida.

Iuri Mello

sexta-feira, 28 de abril de 2017

Rainha de Maio


Sou todas as manhãs do mundo
A mãe, suas lágrimas, sorrisos e amores
Sou terra fértil, sou alma livre
Caminhando no jardim das delícias
Nadando em rio limpo
Sou mulher
Espelho e poesia do mundo
Heroína de mim mesma.


Ilma Pessoa

domingo, 23 de abril de 2017

A SÓS – POEMA EMBOLADO


SE FOR
Amor tem que ser a dois
DUETO
em solo
VIBRANTE
e inteiro
CANTO
lírico e trovão
PRIMAVERA

outonal

Ilma Pessoa

sábado, 22 de abril de 2017

Desafio: sem letra u


Cadeira com encosto

avezei-me em viver
com essa dor latente
que va-ga-ro-sa-men-te
me declina.

Araújo

sexta-feira, 21 de abril de 2017

Desatino


Sinto o bom dia leve da Brisa
Que diz que de mim faz cobiça 
Me tomas de leve atino
Penso em você. Desatino.

Deságuo no mar das tuas curvas
Da mesma primeira e ultima
Me aqueço com o calor dos teus poros
E inevitavelmente não para de olhar-te nos olhos.

Os olhos que já me prenderam
E as lagrimas que deles desceram
Disseram que de alegria saltaram
E pro doce amor me levaram

Atiro-me sem medo, como quem se joga no mar
Atiro-me em ti, como quem não quer mais voltar
Atiro-me sem paraquedas
Atiro-me para quedas.


Jamile Cazumbá

quarta-feira, 19 de abril de 2017

Desmaterializar-se


(Som do vento)
sopro do mundo
os orvalhos caem levemente das folhas,
Caem lentamente das suas pálpebras
(Som de pingo d’agua)
pinga nas terras firmes
onde semeei.

Se enraíza
se alimenta dos teus próprios adubos
mas cresce,
cria galhos
e folhas
e flores
e frutos.
E se desmaterializa.

Te sinto, mas não te palpo,
não cabes em minhas mãos.

És a fresca que surpreende e refresca no meio do dia.

o pássaro que me visita nas manhãs
Me canta, me encanta
te alimentas
e voa. 

Me apaixono todos os dias, quando tu se vai.

Jamile Cazumbá

sexta-feira, 24 de março de 2017

Lançamento de Nepal Legal e Índia Derradeira


É na próxima segunda-feira o lançamento dos livros Nepal Legal e Índia Derradeira, de Lucas Viriato, editor do Plástico Bolha. Venham conferir essa aventura pelo Oriente em 2 livros de 108 fragmentos poéticos cada!

Dia: 27/03/2017
Horário: 17:00 a 01:00
Endereço: Ettore Cucina Italiana — Avenida Armando Lombardi, 800, Lojas C/D/E — Condado dos Cascais, Barra da Tijuca — Rj


segunda-feira, 20 de março de 2017

domingo, 12 de março de 2017

desejo


eu mato o desejo
ou ele me mata?
me maltrata
me arrebata
me desgraça
me arregaça
e embaraça
meu cabelo e o meu ser

eu sinto o desejo
ou ele me sente?
que de frente
de repente
vem, me rende
me apreende
e a cabeça
se arrepende
ao notar o que pensou

mas se foge
já me fode
porque volta
com mais força
e me força
me destroça
e me deixa abandonada

largada
envergonhada
mas talvez não saciada
e talvez
sem solidez
perco minha lucidez

e corro
e morro
e vivo
e revivo
e volto
e me revolto
pelo desejo no meu ser

mas se afasto
e te afasto
junto a isso te puxo
e sussurro
e me assusto
com o que fui capaz

e me perco
e me acho
junto a um emaranhado
de prazer
e embaraço
com as roupas
no chão

e os dedos
me penetram
como o pensamento
e são você lá dentro
e me fazem gemer
e eu grito de prazer

e depois que tudo acaba
e me resta pura culpa
no desejo que sepulta
a minha moralidade
sobra apenas a verdade:

me culpar por te desejar
não me faz desejar menos

Yasmin Barros

sexta-feira, 10 de março de 2017

intelectuaisativistashipócritas ?


Bem alimentados, esperamos
que cedam
que cheguem
que relevem
que nos vejam
e lutem
por eles, por nós.
E "bem alimentados" continuamos.

Camila Araújo

segunda-feira, 6 de março de 2017

Poesia Agora na Caixa Cultural de Salvador


O Plástico Bolha, com grande alegria, apresenta aos seus leitores a exposição Poesia Agora, que se prepara para a sua segunda exibição em menos de dois anos. É para nós razão de muito orgulho ver os resultados alcançados pelos nossos 11 anos de pesquisa poética apresentado em tão grande estilo para o público. Quem assina o projeto tipográfico é o cenógrafo André Cortez.

Poesia Agora, juntando mais de 300 poetas da atualidade em uma exposição interativa onde a democratização da poesia e da escrita estão em primeiro plano.

Agora, depois do triste incêndio no Museu da Língua Portuguesa, e nos tempos difíceis que vivemos, é com muita felicidade que a Bahia nos deu o chamado e a oportunidade para voltar com a exposição em grande estilo na Caixa Cultural de Salvador.

A abertura será no dia 14, terça-feira, às 19h, com um sarau juntando diversos poetas da cena local e alguns que vão especialmente para a ocasião. A exposição ficará aberta ao público até 28 de maio.

Convidamos a todos para estar presente nesse momento tão importante para a tribo dos poetas!


Textura: pequena feira de impressão e literatura


Alô, internautas mineiros! A feira Textura: pequena feira de impressões e literatura apresenta sua proposta para promoção da literatura e das artes impressas em papel e em outros suportes. O evento, pensado pela Impressões de Minas Editora e pelo Agosto Butiquim, mescla publicações independentes a outros objetos que tragam atrelados a si a literatura em seus diferentes suportes. O objetivo é abrir espaço para que editores, artistas e designers locais mostrem seu trabalho, contribuindo para a aproximação das linguagens literárias e das editoras independentes à gastronomia, às artes plásticas e a outros modos de colocar o texto em prática.


domingo, 5 de março de 2017

Poema 22 de Rodrigo Brito


Desliguei todas as vozes
apaguei todas as luzes
A escuridão é a outra parte de mim

O silêncio
fumará as dores


Rodrigo Brito

quinta-feira, 2 de março de 2017

Oficina de Poesia no Parque Laje por Domingos Guimaraens e Pedro Rocha


Oficina de poesia no Parque Lage ministrada por Domingos Guimaraens e o poeta Pedro Rocha.
Informações na filipeta eletrônica abaixo e no link http://eavparquelage.rj.gov.br/poema-potencia/

Há vários tipos de bolsa, desde as destinadas a estudantes de letras às destinadas a alunos da PUC-Rio, escolas e universidades públicas. Confira o regulamento de bolsas neste outro endereço: http://eavparquelage.rj.gov.br/inscricoes/bolsas/ 

 As inscrições estão abertas.

domingo, 26 de fevereiro de 2017

Soneto


As estrelas que lhe emprestam o brilho
Não suportam mais sua usura.
Que credora intransigente e dura
Resiste a rogo por pai e filho?

E cobra juros de mora e multa
Dos pobres astros, já melancólicos.
Um apetite nada católico,
Que a todas galáxias oculta.

Será a bancarrota celeste?
Devedora, a Lua também,
Recorre ao Sol por algum vintém;
E ele já se esconde no leste.

Tudo isso por uma riqueza
Que tem infinda por natureza.

Leonardo Afonso

domingo, 12 de fevereiro de 2017

Poema 1 de Rodrigo Brito


Sonhei que escrevia um poema
e nos versos desenhava o arrebol
dentro de mim cresciam castelos
dentro de mim nasciam árvores
na ponta do meu corpo brotavam confusões
ao norte eram apenas os segredos
de uma noite ilusória.

Imaginei Macário a declamar os meus delírios
em cada descompasso que minhas lágrimas
ofereciam ao Anjo de Sodoma

Desenharei algum dia a cena que me alucina
e será a grande obra do acaso.

Os sonhos não receberão aplausos
não receberão um beijo
não receberão um abraço

Rodrigo Brito

domingo, 5 de fevereiro de 2017

Deriva


Desde que fugi para dentro de mim,
Pouco se me dá que o mundo exploda.
Política, esporte, guerra - que se foda:
Levar o circo a sério não estou afim.
Misantropia é meu refúgio enfim,
E com o cinismo ela celebra boda.

Por que dar ouvidos à cacofonia?
Tantas bizantinas e estéreis polêmicas;
Mediocridade e estupidez endêmicas.
Busco, no silêncio, uma sinfonia;
Na solidão, férias da humana agonia:
Desejos frustrados, afeições anêmicas.

Se é verdade que ninguém é uma ilha,
Sou tal como uma Península Ibérica.
Um terremoto que fende a América,
Faz a Califórnia seguir sua trilha.
Um lobo que se separa da matilha
E se entrega todo a sua sina tétrica.

Leonardo Afonso

domingo, 29 de janeiro de 2017

Lapa


Pintaram de branco os arcos
a fome o mijo e o medo continuam sem cor

Geovani Martins

terça-feira, 24 de janeiro de 2017

Voz à vossa: segunda edição




Sexta-feira 27/01, às 21 hrs.
Estúdio Hanoi (R. Paulo Barreto,16. Botafogo)
INTEIRA: 30,00
LISTA AMIGA: 15,00 (confirmar na página do evento https://www.facebook.com/events/1645995032360863/)

#poesia #música #gastronomia #performance #arte #cultura
#PalcoLivre

MÚSICA
Fred Nascimento
Clara Rosa
Jonas Póvoa

POESIA
Yassu Noguchi
Juliana Hollanda D'Avila
Tavinho Paes
Victor Colonna
Laís Ziegler

PERFORMANCE
João Maia Peixoto

PINTURA
Priscilla Faro

PROJEÇÕES
Jodele Larcher

E PALCO LIVRE!!!!

** Apresentação: Marcela Sperandio
Curadoria: Cecilia Spyer e Marcela Sperandio

domingo, 22 de janeiro de 2017

Poema de Leonardo Afonso


Não há modo de escapar
Não nasci para poeta
Por que diabo tentar
Combinar alfa com beta

Larga essa imagem em paz
Que é banal ou absurda
Rimas pobres, triviais
A Musa se faz de surda

Não se meta a declarar
Entortando a linha reta
Outro amor sem nenhum par
Passando ao largo da meta

Não se ponha a elucubrar
Com sua pouca metafísica
Língua rude e vulgar
Abandona a pena tísica

Deixa o ofício a quem sabe
As Letras são arredias
Aceita a mediocridade
Ocupa melhor teus dias

Leonardo Afonso

terça-feira, 27 de dezembro de 2016

Camiseta Plástico Bolha - Buffalo / Búfalo




Quer vestir um poema de Ricardo Sternberg, com tradução de Paulo Henriques Britto e ilustração por Pedro Zylbersztajn?

Camiseta Buffalo - http://piratasart.com/produto/buffalo/
R$37.00 (preço promocional de lançamento)
Ilustração de Pedro Zylbersztajn
Poema de Ricardo Sternberg
Tradução de Paulo Henriques Britto

Conheça a camiseta Buffalo, a primeira da linha de itens dedicados à poesia e de conteúdo exclusivo do Plástico Bolha em parceria com a Piratas.art!!! Comprando a camiseta você contribui para o financiamento do Jornal Plástico Bolha.

Piratas é um ateliê especializado em moda alternativa e estampas personalizadas. Localizado no Rio de Janeiro, foi criado para oferecer roupas que se diferenciam dos padrões estabelecidos pelas grandes organizações que ditam a moda mundial. Arte e cultura alternativa, retrô, psicodelia, graffiti, surrealismo, natureza e Plástico Bolha – de tudo você encontra lá.

Cor: Cinza (outras opções de cor sob encomenda)
Malha em poliéster

Medidas:
P – 66cm (comp) x 49,5cm (larg)
M – 69cm (comp) x 52,5cm (larg)
G – 72cm (comp) x 55,5cm (larg)
GG – 74,5cm (comp) x 59,5 (larg)



terça-feira, 20 de dezembro de 2016

Mal estar


Esse mal estar
Sempre mal estando em qualquer lugar

Essa vontade de amar
Até que o outro corpo sugue o meu

Enquanto o arco íris não me deixar adentrá-lo
Há de ser eu o próprio mal estar

Esse mal estar
Em todos os lugares

Essa vontade de se transformar em um elemento que não tenha
(sangue nem brilho

Esse mal estar
Por ser rejeitado a todo instante

Esse mal estar
Por querer ser
E não ser

Sempre esse mal estando aqui ou ali
Ou em outras paragens

Esse mal estar
De estar dentro de um corpo
De uma mente estragada

Essa vontade de deixar na estação para a eternidade
Todos os que querem partir de imediato

Aí sim deslocar o mal estar para os outros
Os outros que se danem com suas malas e suas ansiedades
De verem outros locais ainda não vistos

Já não desejo esse mal estar
Que não se dilui em gases
E se fecha em todo o ser

Fernando Barros

segunda-feira, 19 de dezembro de 2016

Para mudar o mundo


Antes de qualquer coisa é preciso estar nele
E mais do que isso, sentir-se parte dele
Feito isso, você pode plantar uma árvore
Ajudar uma velhinha atravessar a rua
Pode matar o governador da sua cidade
Ou amarrar bombas na cintura e derrubar algum templo capitalista
Pode fazer um filme uma música um poema
Pode pixar o Cristo Redentor
Fumar cigarros falsificados
Levar sua esposa a uma casa de swing
Pode adotar uma criança
Abortar uma criança Educar uma criança Tudo reverbera por aí...
A verdade é que são tantos mundos dentro do mundo Que ele muda nós mudamos e quase ninguém vê
Essa versão romântica de "mudar o mundo" é coisa da nossa cabeça para deixá-lo do jeito que imaginamos
Mas para isso precisaríamos ser deus ou uma explosão.

Geovani Martins

Lançamento do Livro "Poemas em Linha Reta", de Monique Nix




A Editora Texto Território lança o livro Poemas em Linha Reta de Monique Nix.

Poemas em Linha Reta, de Monique Nix, é um livro de 50 poemas, 53 atos — ou livro de um poema só. O prefácio é assinado pela escritora e jornalista portuguesa Alexandra Lucas Coelho.

Brindemos esse momento tão especial! Aguardamos todos na Livraria Arlequim, no Paço Imperial dia, 22/12, a partir das 17:00.

Data: Quinta-feira, dia 22/12/2016, às 17:00.
Endereço: Praça XV de Novembro, 48, Centro Paço Imperial — loja 1 - Rio de Janeiro – RJ
Tels.: (21) 2220-8471
musica@arlequim.com.br

quarta-feira, 14 de dezembro de 2016

segunda-feira, 12 de dezembro de 2016

Seis e meia


Greve de lírios
vi no seu olhar

saíram todos

no céu
nuvens pasmas
foram incendiar.

Carla Andrade

sábado, 10 de dezembro de 2016

Lançamento do novo livro de Catarina Lins



“depois você
quando diz que toda vez que apaga a luz do quarto
nalgum lugar do mundo
uma garagem
se abre”
__________________________________

O Plástico Bolha e o coletivo garupa convidam a todos para
o lançamento de “parvo orifício”
de catarina lins

com leituras de Ana Salek, Chacal, Italo Diblasi, Julia Klien, Liv Lagerblad, Maria Isabel Iorio, Omar Salomão, Thiago Gallego, Victor Squella e mais [!!!];
participação de Domus Dada.

& música, bebida e boas conversas
 entrada gratuita

Vila do Largo - RJ
Rua Gago Coutinho, nº 04, 22221070 Rio de Janeiro

quinta-feira, 8 de dezembro de 2016

cogitare


pensa, pensa
pensa no que não pensou
pensa, pense
pensa no que já pensou

pensa, pensa
enquanto não for
‘crimepensar’
ou ser pensador

Mateus Sanches

quarta-feira, 7 de dezembro de 2016

Lançamento de Menina do Cerrado, de Sueli Rios




Convidamos todos os leitores para o lançamento do livro "Menina do Cerrado", da amiga Sueli Rios.
O romance foi parte de sua pesquisa de mestrado.


terça-feira, 6 de dezembro de 2016

PB no Festival Cria da Rua


Nesta quinta e sexta-feira, dias 8 e 9 de dezembro, na Arena Carioca Dicró, na Penha, acontecerá o Festival Cria da Rua, idealizado e produzido pelos alunos do 3º ano de Eventos da Escola Técnica Estadual Adolpho Bloch. O PB estará por lá no dia 9, às 13h, para um bate-papo sobre poesia marginal contemporânea.


segunda-feira, 5 de dezembro de 2016

Canção a Shiva


Quero engolir suas nuvens
E vomitar uma tempestade
Quero mastigar seus palácios
E cuspir saraivadas de tijolos
Quero beber todos seus rios
E inundar o mundo em urina.

Pôr abaixo castelos e templos.
Aos sete mares, aos quatro ventos
Anunciar belos e novos tempos.

Quero cheirar suas areias
E espirrar redemoinhos
Quero escutar suas selvas
E berrar uma ária triste
Quero mudar
Tudo que existe.

Leonardo Afonso

Lançamento de "Ubaldo", de Juva Batella, sobre seu tio João Ubaldo Ribeiro




Convidamos todos os leitores para o lançamento do livro de Juva Batella sobre seu tio, o escritor João Ubaldo Ribeiro. O livro é um diálogo obsessivo entre dois sujeitos (no bar de uma livraria) sobre Ubaldo: sua infância em Sergipe, sua juventude em Salvador, sua maturidade como escritor, seu alcance internacional, sua vida particular, suas questões filosóficas, suas opiniões polêmicas - e ainda as cartas e os e-mails engraçados (e às vezes mal-humorados) que Ubaldo escreveu pra mim (de 1998 a 2014).

O livro está lindamente ilustrado pela filha do João, Chica Batella, e os desenhos estarão expostos para venda na noite do lançamento. Vale um pulo no site da Chica.

Dia: 5 de dezembro (segunda-feira)
Onde: Livraria Argumento (como sempre...)
Endereço: Rua Dias Ferreira, 417, Leblon
Hora: 19:00 (noite de festa, encontros & copos)

Lançamentos 7Letras HOJE, 05/12/2016, às 18:30




7Letras e Luna Parque Edições fazem a festa em uma das livrarias mais poéticas do Rio de Janeiro, com os lançamentos de:

[Luna Parque]
• "Revista Grampo Canoa #3"
com a presença dos autores Leonardo Villa Forte, Estela Rosa, Beatriz Berredo, Rodolfo Caesar e Alberto Pucheu
• "20 sucessos", de Bruno Brum & Fabiano Calixto
• "Caderno americano", de Fabrício Corsaletti & Alberto Martins
• "Cigarros na cama" (2a ed.), de Ricardo Domeneck
• "Risco no disco" (2a ed.), de Ledusha

+

[7Letras]
• "Patchwork", de Janice Caiafa
• "Máquina de fazer mar", de Augusto de Guimaraens Cavalcanti
• "Manual para melodrama", de Ricardo Domeneck
• "Epifanias", de A. F. Ramos
• "Além do visível" (2a ed.), de Karl Erik Schøllhammer

Contamos com a presença de todos os amigos e leitores para mais uma noite especial na livraria da 7Letras

segunda-feira, dia 5 de dezembro de 2016
a partir das 18h30

Galeria Vitrine de Ipanema
Rua Visconde de Pirajá 580, loja 320
tel. (21) 2540-0076

terça-feira, 29 de novembro de 2016

Plástico Bolha em Brasília contra a PEC


O Plástico Bolha e sua equipe estão neste momento em Brasília junto aos mais de 10.000 estudantes para participar do ato nacional contra a PEC 55/2016. O Jornal Plástico Bolha sempre se posicionou contra o golpe, contra o governo Temer, e a favor da democracia. Não assistiremos parados ao retrocesso. Nem um direito a menos!


segunda-feira, 28 de novembro de 2016

Poema de Geovani Martins


Aquele bandido
que com a língua
você matou e achou bom
era eu
possível poeta do Brasil
futuro não há
não adianta chorar a mãe
não há
futuro não há
se tivesse chegado  a poeta ser
diria
com corpo voz e olhar de poeta:
é foda ser o adubo
que se joga pra poder nascer a paz!

Geovani Martins

segunda-feira, 21 de novembro de 2016

Barra grande


Levei um ano para ver estrelas de novo.
Olhei muito para cima nesse intervalo,
mas elas se escondiam entre prédios com sobrenomes.

Tinha que voltar...
colecionar  as conchas que o mar
não nos trouxe,
como uma antologia
de tudo
que não se pode repetir.

Carla Andrade

Fragmentos


Sou um caracol lunático
A espera desse sol que queima
Sou a vítima
Ou a bala que mata deixando no ar a pólvora

Meu quarto meu refúgio
Lugar em que me distancio de um cotidiano enjoado
E há gente enjoada me procurando
              
Sou um caracol que se esconde
Desse caminhar desenfreado de homens que procuram queimar
A energia
Sou eu a energia a povoar as quatro paredes que me prendem

Sozinho estou feito um caracol que anda sonâmbulo
Numa folha de verdura molhada de água de chuva
Sozinho
A sós
Sem compreensão e sem sorriso
Sempre na espreita do que pode acontecer...

Faço das coisas brinquedos
Meu membro ereto é um brinquedo que dilata
Dilata porque o sangue corre nas veias
Esse sangue de excitação e orgia

Desfaço em lágrimas
Meu corpo magro vai minando água urina e secreções
Daí a pouco serei uma poça indesejada

Como é difícil olhar para cima e não sentir vertigens
Como é difícil matar alguém e não deixar vestígios

Não carrego velas nem mastros
Afogarei num mar de descrenças e aceitações obrigadas

Quem me dera engolir-me
Evacuar-me
Evacuado não mais seria eu um caracol sonâmbulo a andar
Em meio a um jardim que desconheço

Evacuar-me perante os outros
Evacuar-me perante o que é sombrio
Evacuar-me diante de quem me deseja

Não ser desejado
Mas ser dissimulado
Feito um caracol lunático que caminha ás tontas numa folha
De alguma verdura

Lívia que me deixou no início da primavera
E sem falar em outras tantas que me largaram em cada estação
Sou o caracol lunático dessas mulheres que me apertaram
Com tanta fome e destruição

Sou e pronto
Um caracol que arrasta calmamente sua carcaça
Numa folha de vegetação molhada pelas gotas de chuva

Fernando Barros

segunda-feira, 14 de novembro de 2016

Sarau Rio Literário - Botafogo - Sábado, dia 26/11, de 13:00 a 16:00



Seguindo a tradição de apresentações e performances poéticas dentro da Campanha Paixão de Ler, promovida pela Secretaria Municipal de Cultura, o Sarau Rio: Cidade Literária reunirá um eclético grupo de poetas e vozes da geração contemporânea, dentre os quais representantes de diversos saraus cariocas, para apresentações de obras autorais e de terceiros, compartilhando o desejo e o prazer da poesia com o público e revisitando o Rio de Janeiro através da literatura.

Literatura, rimas, música, performance, distribuição de poesia, microfone aberto: variados artistas exibindo o que fazem de melhor para o público e entre si, promovendo o encontro em um ambiente lúdico e artístico. Poesia, Liberdade e Diversidade.

Evento Gratuito.
Sarau Rio Literário - Botafogo.
Biblioteca Popular de Botafogo Machado de Assis - Rua Farani, 53 - Botafogo, Rio de Janeiro.
Data e horário: dia 19 de novembro de 2016, de 13:00 a 16:00.

Evento no Facebook: 
https://www.facebook.com/events/221288104961082/222320854857807/?notif_t=like&notif_id=1479146844628329

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sábado, 12 de novembro de 2016

Úmido tríptico, de Natalie Lima — Primeiro Lugar de Prosa do VIII PPBPP


Rosario
Vai e fica. A parte dela que andou pela Paraguay, pela San Luis e pela Mitre, que comeu papas españolas encharcadas de manteiga – isso desaparecerá aqui. Quanto às ilhas, permanecerá nelas, o rio cor de doce de leite, e ainda assim bonito, islas flotantes. Não são grandes coisas, mas coisas interessantíssimas.

No barco, sente o tapete de água sob o corpo – nunca sem sapatos, pois sua pele é a superfície que aos mosquitos encanta chupar. Quer salvar ao menos os pés do alcance desses vampiros pequeninos e bárbaros. Capazes de picar, diversas vezes, sua panturrilha esquerda por cima da calça de linho, deixam finos rastros de sangue entre o tecido e a pele.

Indiferente a tudo isso, o barco bate contra a água, teimando, dizendo que sim, que segue em frente apesar de. Ao passar por algumas das ilhas, diminui a velocidade para que os outros passageiros possam mergulhar. Ela não. Seu corpo não quer imersões, vai ver que é medo de afundar e não ter o que levar de si para o Brasil. Só deixou que a tocassem o vento, o sol, a superfície da água e a barqueira, que a ajudou a entrar e sair da lancha para turistas. Os mosquitos não contam porque o que fizeram não foi tocar, mas furar e beber. Porém, graças a eles a mulher fica um pouco mais na Argentina, seu sangue na barriga de insetos rosarinos, bichos que moram e dormem e procriam em ilhas flutuantes. O tapete de água, eles não o temem. Ela também não. Sentiu-o sob os tênis que usava, que sentiram a madeira do barquinho, que sentiu a água amuralhada e mole na horizontal, que sentiu, sob a superfície, as correntes e os peixes, que sentiram a profundidade e o fundo arenoso, que sentiram, junto com os peixes que só nadam no fundo, algo ainda mais fundo. Não se sabe o que é, mas isso, o fundo do fundo, respondeu aos peixes, à areia e à profundidade, que responderam aos outros peixes, que responderam às correntes, que responderam à superfície, que respondeu ao casco da lancha, ou do barquinho, chame-o como quiser, o barquinho tão pequeno e frágil de tanto transportar turistas, ele respondeu às solas de borracha, que fizeram de escuta um par de pés.

  
44, rue de l’Amiral Hamelin
O maior clichê sobre Proust é seu leito de morte, sua foto de morto no leito de morte, naquele quarto em que ele deveria sufocar e, ao que parece, escrever durante a noite. Mas e se ela: uma mulher encharcada com água gelada do Sena e que de cabelos molhados quase se pareça com um rapaz; e se ela entrar no quarto, sem explicação alguma, e depois estender uma mão a Proust, e ele aceitar essa oferta, e a janela do quarto se abrir e começar a aumentar de tamanho, e o dia estiver agradável, e houver um jardim lá fora, e a janela se abrir mais e mais e mais, a ponto de se tornar um buraco na parede do quarto que dá para o jardim do edifício de Proust, e ele e a mulher encharcada que se parece com um rapaz caminharem por esse jardim, e apanharem sol, e toparem com aquelas bandeiras tibetanas coloridas que, quando tocadas pelo vento úmido, espalham seus mantras e seus fluidos, e Proust respirar fundo, com pulmões infiltrados, tentando ler o que está escrito nas bandeiras, e ver ali borrado com água do rio o seu próprio texto?

  
Caetité
Ela nunca foi a Caetité, não sabe quais horizontes se consegue avistar por lá. Ainda assim é preciso, o sertão. Ir até. Não por sua lonjura – mesmo da própria Bahia Caetité se afasta –, quando sim por sua aridez inexata. É dessa maneira que a terra quase vira areia, navalha invisível de vento seco. Quem sabe ali a sensação – aguda e, como sempre, ainda sem nome, quase sem forma – estanque; no melhor dos casos, se transmute, abrindo sobre si mesma um sulco, uma fenda quente.

É possível, no entanto, que haja de fato pouco a ver em Caetité – o que, no fim das contas, nem importa. Muito mais interessante e capital é saber o que fazer quando uma vez lá: em que partes farejar os rastros de uma bisavó índia cujo rosto nunca encarou e cujo nome desconhece, em qual chão verter as águas de rio armazenadas em garrafas PET de quinhentos mililitros.

Ela mesma as colheu, essas águas, sem a intenção prévia de derramá-las sobre alguma terra brasileira. São duas: a mais antiga e quase acidental vem da superfície de um rio argentino cor de doce de leite chamado Paraná; a outra, verde-cinza-negra-clara, vem do fundo gelado e mítico a que chamam La Seine. Sumirão rapidamente, uma vez fora de suas respectivas garrafas. Vão se misturar ao chão, vão penetrá-lo com tal gentileza, fazer nele caminhos, para depois pouca coisa ou quase nada delas restar no visível. Imperceptíveis, mas ainda assim lá. É isso um destino. Quantos.

A importância desse gesto em Caetité, onde ninguém a conhece – exceto, justamente e com esforço, a terra. Imperiosa, semiárida, cheia de ossos que já não existem, hoje transformados em pó e revirados intensamente por formigas, ventanias, chuvas e leitos baixos, amassados com parcimônia por gado de corte ou, no pior dos casos, pelas retroescavadeiras das Indústrias Nucleares do Brasil. Então aí, mesmo aí, algo da bisavó jê, um pouco dela para molhar com água de rio estrangeiro e cheirar depois.

Não sozinha, para que sozinha, Caetité tem mais de cinquenta e três mil habitantes, diz o senso do IBGE. Então serão mais de cinquenta e três mil somados a uma, essa-ela, e vai ver aparecem as que desejem águas estrangeiras derramar também, águas de viagem e de sonho, fluxo que não é outro, mas coisa de fora que logo se junta e se espalha e repousa.

Natalie Lima

Murmurinhos, Diogo Paiva


Os ventos da federal

Passam por aqui

Finalmente!!!
Com a sabedoria que ele vê pela frente

Para, paira,

Repousa sobre esta.

Há de ouvir murmurinhos quando se passa por certos lugares.

Há ainda lugares que se ouve gritos

Você há de passar

Há lugares que se vê gritos

Alguns já desgarrados

Escrevem em certas paredes
há os que escrevem e registram

há os que registram!

Não sei,

Pelos corredores se ouvem murmurinhos.


Eu sou a poesia
Eles não sabem quem sou
Me vêem, mas não me enxergam

Sou tudo e sou nada
Não tenho massa, sou a massa
Sou mais, sou arte!
Eles são segredos,
Segredos que regem

Segredos sempre,

Segredos de Estado
Segredos mentem

Me afastam quando sentem

Segrega, mas não quebra
Me olha mas me erra
Agora os olhos são outros
Pois chegaram os ventos!

Diogo Paiva

terça-feira, 8 de novembro de 2016

The lovers, de A. B. Tinelli — Primeiro Lugar de Poesia do VIII PPBPP


aprender uma língua ela
dizia lendo W Blake
na varanda é
um ato solitário

in the forests of the night
cheguei a vestir
um terno cinza e no altar
declamei W Blake

e bem imaginei um Mundo
em um pequeno grão um Céu
em uma flor selvagem pegar
o Infinito com as mãos prender
no Agora a Eternidade

mas invisível um véu
sobre seu rosto impedia
o enlaço amoroso como

numa tela de magritte

meu amor todo caminho
é ela dizia
também um exílio

dor e alegria em um mesmo tecido
(eis o caminho de um verso batido)

uma coisa ela não disse

in the forests of the night
sob toda dor
e todo pinheiro

brilham os olhos de um tigre

A. B. Tinelli